Çem Reáu

Aí que né.  Hoje é só um post pra admitir de uma vez as  shame. É que chega uma hora que você olha pra sua vida e fala, ‘Bom, se você quer realmente ter alguma coisa pra escrever, é bom começar aceitando pra si mesma que vai ter pouco além de combustível pra Vergonha Alheia dos amigos.’

Tiops esses dias que eu tava na aula de computação gráfica. O guri sentado do meu lado tava brincando há horas com uma nota de fucking CEM REAIS e eu olhando com a rabeira do olho e não acreditando que tinha gente burra de ficar dando mole assim, só pra pagar de barãozinho numa sala com as luzes APAGADAS onde todo mundo tá concentrado fazendo planilhas do EXCEL me deixa, tô na fase de nivelamento ainda tá D8 . Mas deixei quieto. A nota não é minha. Se fosse não ia ver a luz do dia, nunca.

Aí que acaba a aula eu olho pro lado e o que tá em cima da CPU? A bendita nota de cem, é claro, dobradinha e esquecida. Com aquela cara de ’sabia que essa merda ia dar porra’ eu olho que o menino foi embora sem se tocar de nada, pego a nota e corro no estagiário da sala, toda agitada, falando que o menino tinha esquecido a nota de cem, como faz agora, corre, pega, derruba!

No que todo mundo começa a me olhar com cara de ‘Hããã, é agora que a gente ri?’ e eu toda tensa, tentando entender porque aquelas caras assim, quando eu viro a nota e dou uma boa olhada mesmo.

É claro que era falsa né.

É claro, também, que além de nego rir as entranhas pra fora o estagiário ainda fica de joelhos na minha frente, proclamando que eu era a pessoa mais bondosa do mundo, que além de correr toda solícita pra devolver uma nota de cem extraviada ainda ia entregar pro ESTAGIÁRIO.

Parece que eu tiro certificado de fazer merda.

"De quem é esse jééégueee, de quem é esse jéééguee, de quem é esse jéééééguiiiii"

"De quem é esse jééégueee, de quem é esse jéééguee, de quem é esse jéééééguiiiii"

Lost Balance, Lost Vergonha na Cara

Aí que mente vazia oficina do diabo, como bem se sabe. A questão é que eu tenho certeza que deve ter um capetinha com residência formada dentro da minha cabeça, e ele trabalha simplesmente qualquer hora que lhe dê na telha.

No caso a influência foi o manga que eu tô lendo agora: Saint Seiya – The Lost Canvas. Bom, na verdade eu estou lendo dois mangas, intercalando as páginas, mas sendo Kaze to Ki no Uta um manga yaoi que a Dercy Gonçalves lia quando era mocinha, meio que dispensa qualquer outra piada.

A questão é que comecei a pensar… Se eu fosse a Athena, quem colocaria como meus cavaleiros? Assim, fiz força pra afastar todo o HAHAHAH GAYPORN da minha cabeça e pensar a sério (???) mesmo sobre o assunto.

Eu teria dois, não mais do que dois.

1. Xena

Xena02

Xena canta alegremente: "I can't decide Whether you should live or die ~♫ "

OK? Um AYAYAYAYAYAH E uma mortal pra frente e adeus pra todos esses viadinhos de armadura de metais poucos práticos pra uma armadura actually funcional.

2. Dark Schneider

Darshu, usando seu uniforme de trabalho

Darshu, usando seu uniforme de trabalho

Quase o Lobo Mau. Te vê melhor, te ouve  melhor, te cheira melhor e no final ainda te come. Apesar de que questiono se ele já não andou dando as caras.

3. Tidus

"Seagulls!! HUUUUUR!!"

"Seagulls!! HUUUUUR!!"

Seria basicamente para ficar parado lá de bonito, sofrendo Bad Touch da deusa o dia todo.

Todo mundo que vê meu twitter todas as duas pessoas já devia ter adivinhado pelos menos uns dois dessa imensa lista antes mesmo dela começar. Mas se o capetinha quer fazer post, hey, quem sou eu pra desobedecer?

Preguiiiça

Sério, é vergonhoso. Eu sou muuuito preguiçosa.

Se eu já disse a frase “Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”, pode ter certeza que eu estava tentando ser engraçadinha. Oi, se eu posso fazer amanhã NUNCA que eu vou fazer hoje. Se não for infinitamente interessante. Às vezes nem assim.

Tem vezes que me dá uns surtos de ‘acontecer’. Por exemplo, eu sei que tenho de ir pendurar a toalha no banheiro, mas ela está super de boa e indefesa ali nas costas da cadeira, que eu super não quero incomodar. Aí, sem mais nem menos, eu levanto e levo a bagaça pro lugar certo. Assim, sem razão ou pensamento, só levantei e fui.

Se esses surtos fossem mais frequentes, talvez eu tivesse até um ritmo de vida que nem das pessoas normais.

E aí que eu ganhei esse cachorro, né. Devem fazer uns dois meses. Eu nem fui escolher e não rolou aquela comunicação silenciosa entre as almas, ou o que quer que seja que nos atrai para os bichinhos certos. Meu pai viu numa pet e resolver comprar pra mim. Mas não é que o bichinho é tão preguiçoso quanto?

Ele brinca correndo atrás de bolinhas e essas coisas, como todo bom filhote. No entanto, no momento em que ele percebeu que correr atrás da bolinha loucamente para que eu a chutasse para longe de novo era MUITO cansativo e sem propósito, ele adotou outra estratégia. Assim que a bolinha batesse na parede do outro lado do corredor e VOLTASSE o máximo que dava, aí sim ele iria atrás.

Ele também é muito carente e gosta de atenção. Mas se a gente demora muito pra oferecer, ele fica com preguiça de esperar, deita e dorme.

Ele não foge e sai correndo loucamente quando a gente desce com ele, porque após um tempinho andando e cheirando as coisas ele meio que já cansa de fazer aquilo e senta ao meu lado, esperando pra ver de qual é agora.

Tem gente que gosta de cachorro pela constante atenção e porque eles sempre estão dispostos a brincar e toda essas coisas, mas eu, que queria loucamente um gato, acho que de uma forma meio distorcida tive meu desejo atendido.

Folga

Cada espaço deitável é digno de uma soneca

Quiet night of quiet stars

A verdade é que eu sou do tipo que se torna incapaz de fazer qualquer coisa se não estiver inspirada. É, inspirada mesmo, como se fosse aquela onde de vontade e idéias vindas do nada.

Tem que ser pra tudo. Inspiração pra levantar e pegar uma porcaria de uma maçã, porque já estou morrendo de fome. Pra mandar uma rosa para minha madrinha, porque sim. Pra escrever uma idéia que já está rodeando minha cabeça faz um tempo, ou uma que acabou de chegar como um raio fulminante e precisa de um papel para recebê-la (e tem que ser papel, na grande maioria das vezes. Tenho um amor por papel que vem de décadas. Tipo umas duas).

Eu abandono a maioria das coisas não exatamente por perder o interesse, mas porque só consigo continuar se tiver significado. E não é sempre que a danada da inspiração dá o ar da sua graça, então tudo sempre fica com essa cara de portas fechadas e poeira nos cantos. Mas na realidade não está abandonado. Está esperando.

O que me inspirou hoje foi o céu negro da madrugada e o vento frio de chuva da noite. Está quase uma obsessão, francamente. Ainda bem que não tem ninguém conversando muito comigo agora, por que acho que é só do que eu conseguiria falar, apenas o que consiguiria me tocar.

Nem sou uma pessoa especialmente romântica de alma delicada que se emociona com o desabrochar das flores. É claro que é lindo, mas não é o mérito da questão aqui. A questão é que esse friozinho trouxe um algumacoisa pela janela, que chegou de um jeitinho manso e tomou conta do meu resto de noite.

A responsabilidade me diz que eu deveria dormir cedo, acordar cedo e ir para minha aula. Eu acho que deveria continuar sentindo o meu friozinho amigo, enquanto ele está todo cheio desses significados. Ele logo vira mais um frio, mais um casaco ou endredom.

Não é sempre que ele vai ser nostalgia.

Tifa

Partilha da soundtrack da noite:

Glee Cast – Don’t Stop Believing

Leona Lewis – Happy

Sheryl Crowe – If It Makes You Happy

Todas as músicas linkadas podem ou não ter a ver com o atual estado do meu humor XD

Minha mãe vai se casar

E eu fico tão feliz, tão orgulhosa e tão bobinha com todos os preparativos, com os detalhes, com a idéia.

Eu talvez tenha crescido demais com a noção que casamento-não-dá-certo. Não aquela coisa de menininha amargurada:  “casamento é uma instituição falha”, “não preciso casar para ser feliz”. Parecia só uma coisa natural. Acho que nem percebia que eu não acreditava, até começar a acreditar.

Não excluo a possibilidade de ser feliz sem casar, é claro. É uma escolha.

A felicidade reside exatamente aí, em escolher.

E minha mãe e meu padrasto escolheram um ao outro, entre todas as pessoas no mundo. E mesmo depois dos encontros e desencontros da vida, o final vai ser simples assim. Alianças de ouro para tornar essa escolha oficial, para que os familiares e amigos testemunhem o caminho novo que os dois decidiram tomar.

Que bonito.

Alianças

"When you do not feel loved, show love. When you do not feel forgiven, show forgiveness. Marriage is not about who's wrong and who's right, but about loving one another anyway."

Aspirina

yayayayayay

yayayayayay

Em doses mínimas diárias para bem estar na rotina e cavalares em situações que pedirem por mais

Quatro de Copas – Capítulo 4

Título: Quatro de Copas

Série: Kingdom Hearts

Gênero: Romance/Angst

Avisos: Yaoi e Spoilers

Capítulos: 4

Personagens/Casais: Riku/Sora, Riku/Roxas, Axel/Roxas, Axel/Sora

Disclaimer: Tudo pertencente à Square-Enix e Dizney

4dC-4.-V2

4.

Eu nunca havia pensado muito sobre a morte antes. Quer dizer, o que há para se pensar quando você nunca existiu de verdade para começo de conversa?

Os outros pareciam temer a morte mais do que eu, eu havia notado na época. Mas nunca vi grande coisa na questão toda. Preocupava-me mais era acabar numa não-existência ainda pior do que a minha, como um Dusk, por exemplo, ou dos Assassin que eu controlo.

Depois que ele foi embora, no entanto, nem isso me preocupava mais, por mais que tentasse negar para mim mesmo. Talvez por isso eu esteja na situação em que estou. O que resta para alguém que não se importa mais com a morte ou com a não-existência? Apenas o fim, suponho.

E tudo culpa daquele moleque ajoelhado ao meu lado naturalmente tentando sem sucesso me animar. Aliás, pra ser mais preciso, tudo culpa do loirinho safado dentro dele que, estranhamente, eu consigo enxergar se forçar a vista.

Sora está tentando sorrir e não parecer tão preocupado, mas Roxas não. Roxas me encara sério, solene, e, apesar de tudo, com uma expressão que mais se assemelhava a uma prestes a cair no choro do que eu jamais havia visto cruzar no seu rosto tão miseravelmente jovem.

Por isso eu sorrio, um sorriso fraco e conformado, no entanto mais próximo de ser um verdadeiro do que qualquer outro que eu já tivesse usado na vida. Por isso eu sorrio, para ele, e falo, falo tudo o que estaria guardado no coração, se eu tivesse um. Não faço idéia de onde estava, no caso, mas estranhamente sempre estiveram.

E agora eu sei que vou acabar, pois não tem como eu tecnicamente morrer de verdade, e quem sabe aonde irei parar? Quem sabe eu volte para a escuridão, ou quem sabe parte de alguma chama que está se extinguindo. Eu gostaria apenas de poder encontrar apoio na idéia de que nós poderíamos nos encontrar de novo em alguma forma etérea, ou em forma de energia ou qualquer outra coisa que as pessoas gostem de imaginar, mas não é assim que vai ser.

Já que nem deixar de não-existir você não pode mais, Roxas. Você é “inteiro” agora, e deixou de ser tudo o que já conseguiu ser um dia.

“Engraçado… Você me faz sentir do mesmo jeito.”

Porque em algum lugar, dentro de você e sem mais nenhuma opção além de ser você, ele deve estar.

E eu ignoro o barulhinho de surpresa que ele emite quando, com muito esforço, e puxo sua blusa e trago seus lábios até os meus. Macios como os dele, doces como os dele e se eu fechar os olhos e deixar minha mente relaxar assim, são os dele.

Adeus, Roxas.

Fanart original: http://egosun.deviantart.com/art/KH2-a-flower-seems-not-to-be-39886386

Eu: E chegamos ao final 8D Definitivamente, o quarto capítulo é o meu preferido de todos… Eu considero que desde que escrevi essa fic minha escrita já melhorou bastante (eu espero HAHAHAHA ou foi só a minha beta que é maravilhosa e compensa pela minha ruinzera HAHAHAHA ._. ), mas tenho um apego infundado por essa história… Tanto que preferi postá-la nua e crua como ela foi ao ar inicialmente.

Quatro de Copas – Capítulo 3

Título: Quatro de Copas

Série: Kingdom Hearts

Gênero: Romance/Angst

Avisos: Yaoi e Spoilers

Capítulos: 4

Personagens/Casais: Riku/Sora, Riku/Roxas, Axel/Roxas, Axel/Sora

Disclaimer: Tudo pertencente à Square-Enix e Dizney

4dC-3.

3.

E é claro que ele é bonito, aquela beleza falsa, aquela beleza roubada dele. Eu não poderia esperar menos do Nobody do Sora.

Quando ele gira e se contorce naquela capa igual à minha eu vejo Sora e os movimentos graciosos dele. Não que houvessem sido sempre graciosos, mas inúmeras batalham aperfeiçoaram suas técnicas. A memória da batalha de Hollow Bastion traz um pequeno sorriso ao meu rosto. Sora move-se como um macaco, mas quem diz que não há graciosidade em um macaco, nunca viu a precisão e leveza que possuem ao passar de um galho para o outro.

É claro que o outro, a cópia, me nota. Acertando um último Neo Shadow ele sobe o prédio, correndo em minha direção. Posso enxergar apenas uma parte de seu rosto, mas a mandíbula está tensa de determinação e isso é tão Sora que não consigo me decidir entre sorrir ou despedaçá-lo.

Ele joga uma das keyblades em minha direção e eu a apanho no ar com facilidade durante minha queda livre. O vento passa por entre meus fios de cabelo, cantando e suspirando, enquanto gelam minha nuca e balançam a venda negra que cobre meus olhos. Heh, era incrível como eu enxergava muito mais de olhos vendados do que quando eles estavam descobertos. Cego para a escuridão, era como se meus olhos finalmente estivessem abetos.

Eu e a cópia estamos lutando e pela primeira vez eu noto o quanto não parecido com Sora aquilo é. Ao mesmo tempo em que se parecia. Era uma confusão de sensações conhecidas e desconhecidas.

De repente eu já não o odeio tanto quanto antes. De repente sinto mais pena do que rancor por aquela pobre criatura sem identidade. Fadado a ser e não ser Sora para sempre. E eu poderia amá-lo, amar aquela parte dele que sempre seria Sora. Era um pensamento sem sentido e talvez perdido, mas percebi que era verdade quando seu capuz caiu.

Eu poderia amar aqueles olhos azuis, eu poderia amar aquelas bochechas um pouco cheias e poderia amar aquela sensação de caos que aquele cabelo desgovernado passava e poderia amar cada milímetro de determinação que seu corpo exalava. Eu poderia amar tudo de Sora que havia para se amar nele.

Eu nunca poderia amar, no entanto, o abismo vazio e oco que havia em seu olhar. A frieza que um corpo sem coração possui. Não quando isso era o mais distante de Sora e sua alegria, seu calor e sua vida. E não quando todos os seres existentes merecem ser amados por inteiro.

Por isso quando ele se aproximou, keyblade em mãos, pronto para terminar aquela luta de uma vez, eu pude, sem muita culpa, passar uma rasteira que o fez cair exatamente em cima de mim.

E com os olhos, que todos nós temos dentro do coração, por mais que não saibamos que eles estão lá, inundados de tudo de Sora que eu conseguia captar nele, puxei sua cabeça quase que com violência demais contra a minha.

Os lábios que eu beijava não eram os dele, a língua que eu massageava não era a dele, a boca que eu explorava não era a dele e o sabor que eu sentia não era o dele.

E ele sabia disso, ah eu tenho certeza que sabia. Alguma coisa dentro dele deveria saber, deveria sussurrar de maneira cruel e invejosa, talvez a parte que não era Sora.

Esse amor não lhe pertence.

E depois que nos separamos, tão violentamente quanto havíamos nos unido, eu me afastei o mais rápido que pude. Não havia como evitar o sorriso triunfante que surgiu em meus lábios. Raiva, não… ódio, confusão, inveja… ele me olhava com tudo isso estampado nos olhos azul-Sora. Tudo não mais do que pálidas sombras das emoções verdadeiras, e que eram úteis apenas para me dar mais força para continuar.

“Em breve, Sora. Em breve…” Murmurava para mim mesmo, e continuava e continuava.

Fanart original:  http://egosun.deviantart.com/art/KH2-Riku-VS-Roxas-41280246

Eu: O tanto que esse casal não faz sentido ele tem de hot. Válido que só.

Quatro de Copas – Capítulo 2

Título: Quatro de Copas

Série: Kingdom Hearts

Gênero: Romance/Angst

Avisos: Yaoi e Spoilers

Capítulos: 4

Personagens/Casais: Riku/Sora, Riku/Roxas, Axel/Roxas, Axel/Sora

Disclaimer: Tudo pertencente à Square-Enix e Dizney

4dC-2.-V2

2.

Nós somos melhores amigos não somos?”

‘Melhores amigos’ talvez tenha sido o termo que nos deixou menos desconfortáveis. Namorados era um que faria os dois revirarem os olhos em desprezo, ‘parceiros de foda’ era completamente ridículo e muito baixo para o meu gosto, e ‘amantes’… ‘amantes’ era…

‘Amantes’ era simplesmente desconfortável.

Era como admitir sentimentos que nenhum dos dois possuía, que nenhum dos dois poderia possuir. Que nenhum dos dois tinha coragem de possuir.

“Você não tem coração.” Ele costumava dizer, normalmente enquanto passava a língua lentamente pela pele que deveria estar lá para proteger o órgão citado, centímetros de tecido musculoso e uma caixa torácica depois. Mas não estava.

“Você também não.” Eu costumava responder.

Ele então morderia um mamilo com apenas um pouco de força demais, como punição talvez, e iria sorrir para mim. Aquele sorriso que era brincalhão, mas sem humor, um sorriso que provocava e prometia longos gemidos de prazer. Um sorriso que me atraía como uma chama atrai uma mariposa e que culminaria com o mesmo fim. Do mesmo jeito que as chamas consumem o frágil corpo de uma pequena mariposa, Axel me consumia por inteiro, me queimava por dentro até apenas cinzas sobrarem.

Porque ele me fazia chegar tão perto de sentir, e era doloroso apenas estar perto dele, porque ele me fazia, mais do que tudo, querer existir.

Nós estávamos juntos porque não éramos amantes. Porque não nos amávamos. Porque apenas na não-existência um do outro, existíamos. Porque, acima de tudo, éramos irresistivelmente atraídos pela esperança, mínima, que por baixo de todos aqueles sentimentos e emoções inexistentes, todas as sensações verdadeiramente falsas, por baixo de tudo o que nos fazia não sermos ninguém, nós nos amaríamos se pudéssemos.

Tem sabor de egolatria…

Tem aquelas vezes que eu quero e não quero falar sobre as coisas… Que elas são ao mesmo tempo pessoais demais pra expor em lugares como a internet, mas ao mesmo tempo importantes demais para que fiquem apenas presas dentro de mim e da minha memória, que eu quero só poder falar e deixar as palavras existindo no ar ou no código binário.

Hoje foi daqueles dias feiobonitos.  Daqueles que precisam ficar bem feios antes de ficarem bonitos. E foi feio… Ah, bota feio nisso. Ao mesmo tempo acho que foi um passo gigantesco  em tudo que eu quero fazer por mim e para mim, por consequência, para aqueles que também estão envolvidos comigo.

Quem anda comigo já deve estar cansado de me ouvir dizer que toda mudança é difícil e dói. Vixe, dói pra caralho. E parece que eu tenho que ser lembrada disso constantemente, senão não me mexo como deveria. Como gostaria. Questiono se até mesmo depois da feiurabonita de hoje as coisas vão realmente dar mais um passinho que seja, mas ao mesmo tempo espero que o sentimento que tenho agora não fique apenas na lembrança.

It’s time to cut out the faggotry e parar com o post embaraçoso. Na realidade, eu odeio esse tipo de texto. Ele não faz sentido para mais ninguém além de mim, ou talvez as pessoas que compartilharam o dia feiobonito, portanto não deveria ser publicado. Não interessa pra ninguém e quem interessa não vai entender e provavelmente vai vir falar comigo diretamente.

Então eu lembro que esse texto é pra mim. Para tornar sólido e real, pelo menos tanto quanto pode se tornar assim em zeros e uns. Aí o sentimento não é só mais uma lembrança distante e eu posso reler e exeperimentar e com sorte reviver o que eu senti e acreditei hoje. Aquele passo que eu espero dar pode ter mais chances de sobreviver na selva de rotina e comodismo.

Este post é pra mim.

Ohana quer dizer 'família'

Ohana quer dizer 'família'

Fanart por: http://lastscionz.deviantart.com/

Agora falando sobre Coisas REALMENTE sérias… Por que a porra do BitComet pára TODOS os meus downloads faltando 99.9%??

Caralho de asa.

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